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terça-feira, 19 de fevereiro de 2013

Vai viver em Cuba, vai!

É bem sabido e provado que todos os ditadores, todos os censores, todos os torturadores são porcos imundos e cretinos. Isto inclui gente como os ditadores militares brasileiros, getúlio vargas, anastásio somosa, sadam husseim. fidel castro e se irmão raul, oliveira salazar, franco, idi amim dada ... Enfim, a lista é bem longa e bem conhecida e dá um certo nojo repeti-la aqui.

Uma jornalista Cubana, Yoane Sánchez , usa o seu blog para desancar o “governo livre de Cuba”. Trata-se de u’a moça extremamente inteligente e que alcançou notoriedade internacional por sua coragem de denunciar a ditadura cubana. Esta moça deveria ser condecorada, homenageada, consagrada e, quem sabe, eleita para substituir zératzinger no papado – cruz credo!

Entretanto, não foi o que se viu na sua chegada ao Brasil, país que teve que lutar muito para se ver livre da ditadura, primeiro dos portugueses que pilharam este nosso torrão natal e executaram quem a eles se opôs - depois, teve que lutar contra o ditador getúlio vargas e, ainda houve um monte de generais que se achavam acima do Direito e da Lei, tomaram o Poder, fizeram e desfizeram até que, percebendo a sua total incapacidade para gerir a Nação, largaram tudo. Mas, a gente falava da recepção dada por um bando de irracionais à Jornalista Cubana. Ela simplesmente riu e falou de como é boa a Democracia.

Este artigo não pretende discutir o blog ou o trabalho da jornalista. A intenção, aqui, é discutir o bando de irracionais que hostilizou a  heroína. Fazer tudo aquilo, aquela baboseira estúpida, simplesmente para defender o regime cubano.

Será que lhes seria permitido fazer o mesmo tipo de manifestação (desde que contrário aos interesses castristas) em Cuba? Claro que não – seriam presos e torturados e ficariam presos sem julgamento. Porque será que, sendo o regime cubano tão bom, aquele bando de irracionais não se muda para lá?

Tem gente que gosta. Hugo chaves gosta – é bem verdade, que ninguém gosta do Hugo chaves.

domingo, 26 de agosto de 2012

Finalmente um técnico de computador

Todos que usam computador têm vez por outra um problema com a máquina, seja no hardware ou, principalmente, no software. Eta gente complicada, estes técnicos – a bem da verdade, a maioria não é técnico: apenas entende uma pouquinho disso e outro d’aquilo.

Eu penei muito nas mãos desta turma – até mesmo uma loja famosa me enrolou durante 15 dias para formatar o disco e, quando finalmente me entregou o aparelho, ele estava contaminado por todos os vírus do mundo e o “temporário” mostrava porque o aparelho tinha demorado tanto tempo para ficar “pronto”: havia um histórico de chats e sites pornográficos ao longo de todo o tempo em que o computador ficara na empresa. É duro – não voltei a levar o computador pra esta gente.

Mas, um dia conheci o Anderson, Anderson Doubler. É um cara sério, conhece muito bem o computador, é um cara do ramo e pode-se perfeitamente confiar nele.

Pelo nome da loja dele, “Inteligência Artificial”, já se nota que ele é o cara. O telefone da loja é (32) 3215 9005.

Obama telefona preocupado

(uma fantasia de Paulo Roberto da Costa)

O telefone toca, Helena atende e vem me avisar que é uma mulher falando Inglês e que só diz, "Prof. Paulo Roberto, Senator Barak Obama". Helena não fala Inglês e passa o fone pra mim – “deve ser aquele Senador Americano novamente”, diz ela.

Atendo. –"Professor Paulo Roberto, the Senator would like to talk with you; are you available?"

- "Ok, put him through, it'll be a pleasure".

Logo vem aquela voz de baixo, "Paulo, Barak!"

Eu o saúdo em Português, "Como vai Presidente?" e ele responde num Português cheio de sotaque mas bem compreensível; "você bem sabe que eu não gosto destas antecipações, deixa este tratamento pra Janeiro, até lá me chama de Barak e pronto"

Aqui um interlúdio para explicar o Português do Senador Obama (ninguém sabe que ele fala Português; ele esconde por razões óbvias). O Senador recebia até há pouco tempo um caboclo brasileiro botafoguense com a assistência de uma Mãe de Santo mineira que vivia em Nova Orleans e morreu no furacão Katrina. Sem a Mãe Isaura D'Oxum, o caboclo não tem colaborado muito e quando baixa só quer falar do Botafogo; ele reclama o tempo todo de terem deixado o Dodô sair e não quer saber da política americana.

Barak Obama anda meio apavorado se sentindo desamparado e queria saber de uma Preta Velha que eu conhecia lá pros lados do Rocha (Rio de Janeiro) e que todos sabem que era tremendamente eficiente. O que o Senador não sabia é que o Cavalo fora assassinado e ninguém mais sabe da Mãe Tereza D'Angola; parece que ela anda por aí mas não se estabelece com nenhum Cavalo em particular o que dificulta as coisas. O Senador anda preocupado; acha que fizeram algum trabalho contra ele e que a Palin faz parte da trama pra derrubá-lo.

Expliquei pro Senador que eu ando afastado destas coisas e que, na verdade, não levo muita fé neste barato; lembro que se macumba ganhasse eleição, na Bahia ia sempre dar empate e que um caboclo botafoguense eu não levo a sério senão o Botafogo estaria bem melhor. Ele insiste que precisa de ajuda, que se eu arranjar alguém de confiança pra ajudar, ele até manda um jatinho pra apanhar e levar lá, se bem que ele prefira que qualquer trabalho seja feito por aqui pois que, se isto cai nos ouvidos dos Gopers, vai ter consequências desastrosas pra sua campanha – religião é um negócio levado a sério nos EUA; êta país estranho! Aproveito e aconselho-o a colocar uma grade de Brahmas e uma garrafa de marafo em frente a um grande escudo do Botafogo com 13 copos (11 para os jogadores, um pra ele e outro pro caboclo) com uma vela de 7 dias, tudo isto mais uma grande foto de Garrincha junto a uma vela preta e branca e um belo galho de arruda – quem sabe o caboclo não se entusiasma e desce pra colaborar!?

Aproveito pra assegurar ao Senador que o negócio tá firme e a eleição tá ganha mesmo sem macumba, que se ele quiser, pode tomar um banho de 13 ervas colhidas na lua cheia e tomar um banho de sal grosso na hora da maré vazante durante 7 dias – deve ajudar.

- "E você, quando vai aparecer?"

"Nunca, Presidente, meu lugar é em Juiz de Fora. Se, quando vier ao Brasil, quiser dar uma passada por aqui, preparo uma galinha ao molho pardo e mando vir uma boa cachaça do sul de Minas que o senhor vai adorar, tudo isto acompanhado por uma bela polenta e lingüiça frita na abrideira com a cachaça – naturalmente que a cerveja vai estar no ponto. Helena faz um doce de abóbora com cravo que o senhor vai babar."

-"Você não tem jeito, podia ajudar a redigir meus discursos e comunicados mas não, fica aí em Juiz de Fora e sem nada pra fazer. Bem, você é quem sabe. Vou fazer o que você disse mas, manda fazer um trabalho com uma comida pra Oxum e outro pra Ogum e bota meu nome que é pra reforçar. Um abraço, desligo".

Paulo Roberto

sexta-feira, 24 de agosto de 2012

Os defensores do direitos humanos

É interessante ver-se que, no Brasil, há muitas organizações de defesa dos direitos humanos. Até aí, tudo bem. É muito bom que os direitos humanos sejam defendidos. Há mesmo que defendê-los.

Vejamos, agora, de quem são os direitos humanos a defender. Cada vez que há um incidente com bandidos e a Polícia baixa o pau, corre um monte de gente para defender os “coitados”. Se um bandido é morto, parece que o mundo vai desabar: beatas, feiticeiros, bruxas, políticos religiosos (principalmente católicos) se apressam a defender o sujeito que morreu.

Nunca vi ninguém defender os direitos humanos das vítimas. O casal é sequestrado, apanha, a moça é violentada em frente ao namorado que é mantido com uma arma encostada no ouvido. Depois, roubam-lhes tudo e vão embora como se nada tivesse acontecido. Por artes do inimaginável de Souza, os tais bandidos são presos dias depois e caem nas mãos de um Delegado linha dura – aí o pau quebra. Tem alguns Delegados que levam a sério sua missão de punir esta gente – sim, têm que ser punidos logo porque advogados extremamente bem pagos vão trazê-los para as ruas através de uma liminar, habeas corpus ou sei lá que medida judicial mais inventem e que impressionam Juízes e os fazem soltar marginais com mais rapidez do que a Polícia consegue prendê-los (até parece que a Justiça foi feita para proteger bandidos) – sabendo que num piscar de olhos, eles serão soltos, baixa-lhes o cacete e, às vezes desova o presunto num esgoto qualquer.

Este tipo de Delegado é o verdadeiro defensor dos direitos humanos, direitos humanos das vítimas. Aquele casal vai ficar marcado para o resto da vida e ninguém vai reparar o que a moça sofreu mas, pelo menos, tem-se a certeza de que aqueles bandidos não vão fazer outras vítimas.

Imaginemos o caso de um país do chamado primeiro mundo, a Noruega. Um bandido matou 77 pessoas em meia hora e, ontem, foi condenado a 21 anos de cadeia. Eu, Hein!? Isto significa que, dentro de 21 anos, a marginal vai estar livre para matar mais gente – afinal de contas ele declarou-se inocente e disse que faria tudo de novo. Faltou alguém para lhe dar um tiro no meio dos olhos pra ele amanhecer com a boca cheia de formigas e não voltar a delinquir tão pesadamente quanto o fez.

Enquanto escrevo estas mal traçadas, chega um “alerta” do Le Figaro, que passou na frente de todo mundo e anunciou um tiroteio perto do Empire State Building. Houve mortes e feridos. Mas, este não volta a matar mais ninguém. A Polícia Americana o matou no ato – fez-se Justiça. A CNN já confirmou tudo. Está é a real defesa dos direitos humanos.

Alguém tem que mudar as Leis no Brasil. Os impostos que pagamos servem para manter depósitos de marginais. O que se gasta a cada dia com um marginal preso é superior à diária de um hotel de cinco estrelas. Se eles fossem mortos, suas vítimas estariam “vingadas” e não teríamos que arcar com um custo horrendo para manter marginais que continuam comandando suas quadrilhas de dentro das cadeias.

Um Delegado Carioca, Sivuca (acho que é este o nome), fez uma declaração que chocou os defensores dos direitos humanos: -“Bandido bom é bandido morto!”. Este Delegado está bem mais que certo, está certíssimo.

Paulo Roberto

Estrela Solitária?

Sempre ouvi dizer que o Botafogo é o time da estrela solitária.

Estudando bem o assunto, a gente vê que trata-se apenas de um erro de datilografia: trocaram o “d” pelo “t”. Na verdade, o Botafogo é o time da estrela solidária – todo mundo é solidário com o Botafogo.

No céu a coisa está uma tristeza só. O time do chefe perdeu pro Fluminense (que,afinal de contas, mereceu a vitória). Mas mesmo assim, ele ficou triste, muito triste.

Paulo Roberto

terça-feira, 21 de agosto de 2012

Atendimento médico é problemático

 

Vi ontem (hoje é 2012 07 20, segunda-feira) no Fantástico o problema do atendimento pelos planos de saúde. Felizmente, não tive que enfrentar o problema; meu plano, o Plasc nunca me negou nada e, olha que o venho usando bastante. Ás vezes, tem-se que esperar em salas de espera imensas mas, pensando bem, é muita gente para ser atendida mas tudo se resolve.

Mesmo em clínicas particulares, pagando no dinheiro, há o problema do atraso – claro que existem aquelas clínicas extremamente desorganizadas e que acolhem um número de clientes maior do que a sua capacidade de atender. Por outro lado, há os problemas médicos (não sei bem se o termo é este) que acontecem no dia a dia de qualquer clínica, mesmo as mais modernas e organizadas. Eu sempre reclamei muito disto – consulta particular com hora marcada que passa muito da hora. Reclamei várias vezes com o Dr. Antonio Gabriel destes atrasos até o dia em que “participei” de um atraso. O cliente que ele atendeu antes de mim teve um atendimento que se complicou com o diagnóstico – parece que o médico concluiu que teria que fazer uma cirurgia com certa urgência e que isto só fora constatado naquela consulta. Evidentemente, o Dr. Antonio teve que prolongar este atendimento que exigiu uma série de exames não previstos e nem adiáveis e, depois, telefonemas do paciente para se adaptar à situação enquanto o médico aguardava para concluir o caso. Apesar do atraso, fui forçado entender as razões do problema. O médico estava fazendo bem o seu trabalho.

Finalmente, fui atendido, já com um grande e perfeitamente compreensível atraso de pouco mais de uma hora. E lá fui eu para a minha consulta. Evidentemente, eu esperava apenas um exame de rotina e uma receita de novos óculos – puro engano. Lamentavelmente, o médico, já na anamnese, percebeu que eu tinha um problema que eu nem imaginava ter, embora sentisse algo estranho que eu debitava à idade avançada. Pra encurtar a conversa, fui para uma outra sala com outros aparelhos e, depois, mais outra. Resultado, minha consulta que deveria durar algo como 20 minutos acabou durando mais de uma hora e eu tive que voltar na semana seguinte para novos exames que acabaram resultando em uma cirurgia mal sucedida com outro médico da mesma clínica.

Consequentemente, o atendimento daquele médico, que já estava atrasado por causa do primeiro paciente sofreu ainda um atraso bem maior com o meu problema.

A partir daí, vi que, alguns médicos atrasam seus atendimentos involuntariamente por causa de imprevistos desenvolvimentos das consultas. E, nestes casos, não há reclamação que dê jeito – houve complicações devidas às condições dos clientes e o facultativo não pode, em sã consciência, evitar que isto aconteça. Assim, respire fundo, junte toda a paciência do mundo e torça para que você não seja o próximo cliente “problemático”.

Bem, voltando ao caso do Fantástico. Os planos de saúde têm a sua burocracia – em algumas empresas, isto é apenas protelação para que o cliente desista ou passe a pagar mais. Há também os desentendimentos entre a empresa e o cliente ou a clínica. Fiz uma cirurgia com o Dr. Ricardo Martin sem nenhuma dificuldade – ele mesmo marcou a data e a hora e me deu um formulário que eu levei a um posto de atendimento do Plasc e, depois de aguardar 5 minutos, a atendente registrou no computador, e me pediu que retornasse no dia seguinte quando me entregou a autorização para a cirurgia. Uma semana depois da operação, extremamente bem sucedida, Dr. Ricardo marcou uma nova cirurgia, no outro olho e procedeu da mesma forma – lá fui eu com o formulário ao plano de saúde para pegar a autorização e resolvi tudo depois de esperar uns 15 minutos porque havia muita gente para ser atendida - algo perfeitamente compreensível. O procedimento foi o mesmo, voltei no dia seguinte para pegar a autorização para a nova cirurgia e resolvi tudo depois de esperar uns 15 minutos. Já no ponto do ônibus, decidi ler a autorização e verifiquei que havia algo que não batia. Nestes casos, não adianta voltar ao atendente do plano de saúde porque, como leigo, você não tem argumentos para substanciar a queixa – destarte, fui à clínica e conversei com a secretária. Ela fez uma anotação no formulário e eu voltei ao Plasc. Não deu certo. Até chamaram um médico auditor que me mostrou que eles estavam certos – certos eles estavam mas, eu também estava certo de que o procedimento cirúrgico autorizado era diferente do primeiro que havia sido feito dias antes e tudo estava bem vivo em minha memória. Não dava pra discutir com o médico. Voltei à clínica e a moça me explicou que a divergência era por causa de u’a mudança de códigos que era recente. Novo acerto na ficha, e, eu voltei ao plano de saúde, e, novamente, deu errado. Não sei onde eu estava arranjando tanta paciência – resolvi mudar de método de resolução do problema. Em frente ao atendente com seu computador, peguei o celular e liguei para a clínica. Entreguei o celular ao atendente e pedi-lhe que procurasse se entender com a secretária da clínica já que eu estava mais perdido que cego em meio de um tiroteio. A conversa durou alguns minutos, argumentos de lá pra cá, de cá pra lá e, finalmente, os dois se entenderam, o médico auditor concordou com tudo. Eu só tinha que voltar à clínica para que um formulário inteiramente novo fosse providenciado. Pronto, tudo foi resolvido. Tinha havido um desentendimento burocrático de parte a parte e, todo mundo, inclusive eu, havia demonstrado estar em dia de graças e cheio de paciência. Não era maldade, não era fraude; era apenas um desentendimento burocrático e o uso de códigos diferentes. Sinceramente, tenho que tirar o chapéu para o pessoal da clínica e do plano de saúde que, em nenhum momento, demonstrou má vontade e só queria ajudar.

Talvez eu tenha tido sorte de procurar a clínica certa e o plano de saúde igualmente certo. Tudo saiu perfeito apesar de eu ter batido o recorde de uso dos mesmos ônibus pra lá e pra cá e de cá pra lá numa só manhã.

O tratamento com o Dr. Ricardo Martin foi um sucesso absoluto e, depois de usar óculos para tudo durante 55 anos, oito horas depois da segunda cirurgia, eu estava em frente à TV vendo tudo menos os óculos que estavam guardados em uma gaveta e já foram doados ao Instituto dos Cegos.

Voltamos ao Fantástico. Pelo que vi, não sei que plano de saúde foi mostrado, mas foi definitivamente, uma casa de gatos, destas que afanam os suados Reais dos Segurados e fazem aquilo que se viu na reportagem, uma imundice.

As pessoas devem procurar se informar sobre outros planos de saúde e fazer a Portabilidade, ou seja, exercer o direito legal de mudar de plano sem carência e, se isto for negado, apelar pra Justiça que, pelo que se viu na TV, resolve a coisa com certa rapidez. Muito importante também, é procurar o médico certo pois há muito médico se apresentando como “piloto de Ferrari” e, só depois da cirurgia, você vai descobrir que ele é um carroceiro.

quinta-feira, 26 de julho de 2012

Mary BoaBunda

Foi Padre Bento quem lhe deu este apelido.

Pe. Bento tinha cadeira cativa, na verdade cama cativa, na Casa da Ivete − todas as terças-feiras das 14:00 às 16:00 horas, era sagrado, Ivete lhe reservava uma das melhores meninas. Mesmo se não viesse, Pe. Bento fazia questão de pagar – Assim contava com o beneplácito de Ivete e a garantia de quantas mais terças ele precisasse. Afinal de contas, por razões profissionais, o simpático feiticeiro era celibatário e tinha que fazer a competente descarga emocional a cada semana.

Naquela terça da Semana Santa, Ivete fez-lhe um agrado de tamanho incomensurável – reservou-lhe uma menina nova que nunca havia trabalhado em puteiro algum e faria sua estréia na Casa. Coisa finíssima; Ivete tinha especial carinho pelo feiticeiro, um de seus melhores clientes, e por isso mesmo reservara-lhe aquela formosura de 16 anos, em sua estréia na casa.

Pe. Bento ficou encantado. Não era para menos: a menina tinha uma corpo lindo, feito no torno, com seios pequenos e uma bunda encantadoramente redonda.

Quando Pe. Bento desceu do quarto com Maria da Fé, Maria da Fé de Souza – seus dentes estavam completamente à mostra de lado a lado e Maria da Fé um tanto envergonhada. Tinha sido uma tarde memorável aquela. Maria da fé se mostrara encabulada mas, em nenhum momento se negara a atender a algum dos pedidos do piedoso sacerdote que não eram poucos; fizera de tudo: era completa. Pe. Bento aproximou-se de Ivete e perguntou-lhe o quanto devia– O de sempre, respondeu a dona da Casa. O feiticeiro espantou-se; imaginara que, com aquela garota, teria que pagar duas a três vezes mais. Mas Ivete só lhe cobrara a sua cota semanal que equivalia a cinco vezes o que uma menina rendia para a casa trabalhando uma noite inteira no horário "normal". Pois Pe. Bento sabia o que era justo e entregou a Ivete duas cotas − uma delas para ser integralmente entregue a Maria da Fé e já pediu a Ivete para reservar-lhe aquela menina por cinco terças-feiras seguidas. A observação que fez a seguir marcou a carreira de Maria da Fé de Souza para o resto da vida.

− Ivete, digo-lhe de todo coração que esta menina deveria chamar-se Maria Boa Bunda, ela é formidável. Uma recomendação; esta bunda bem administrada rende tanto quanto uma boa paróquia. Cuide bem dela.

Depois que o feiticeiro se fora, Ivete chamara a menina para conversar em seu escritório e dera-lhe uma série de conselhos sobre o uso do dinheiro além de entregar-lhe os 50% da cota de Pe. Bento mais uma cota completa conforme o feiticeiro lhe destinara. Conversara também sobre a possibilidade de lhe dar um nome de guerra e falara-lhe sobre a sugestão de Pe. Bento, Maria Boa Bunda. É factual que Ivete estava estudando Inglês para melhorar suas relações internacionais e a isto se atribui o fato de que o nome de guerra de Maria da Fé acabou sendo Mary BoaBunda.

Durante os 19 anos em que trabalhou na Casa da Ivete, Mary BoaBunda fizera um excelente pé-de-meia. Não gastava nada, nada mesmo. Ganhava mais roupas e cosméticos do que precisava. Tinha, sempre que necessitava, um carro com motorista  que a tratava por " D. Mary" − à sua disposição cedido por um de seus muitos clientes extremamente satisfeitos. O fato de trabalhar todas as tardes e noites, exceto domingos, garantia-lhe uma renda, no mínimo, cinco vezes maior do que outras meninas que só trabalhavam à noite– mas aí era determinação da Ivete sobre quem deveria trabalhar à tarde. Este dinheiro era religiosamente depositado numa poupança e só saía dali quando era para fazer algum investimento, geralmente em imóveis e em parcerias em restaurantes que filhos de outras prostitutas abriam.

O resultado disto é que durante este tempo, Mary BoaBunda acumulou um patrimônio nada desprezível; tinha participações de cerca de 25% em 23 restaurantes. Tinha também algo como 200 imóveis de aluguel mais participações de 20 a 25% em pequenos comércios como 7 postos de gasolina e 4 armarinhos. Definitivamente, Mary BoaBunda não precisava mais da prostituição mas gostava do negócio, sentia-se bem. Mesmo assim, aos 35 anos, achou que era hora de parar, abrir uma empresa para gerir seus negócios, casar e ter filhos– ela tinha fascinação por uma vida regrada em família.

(Continua outro dia)

quarta-feira, 25 de julho de 2012

Os fanáticos talibãs evangélicos

Durante muito tempo resisti à ideia de entrar numa rede social. Naquela história de basta clicar no link abaixo e você se torna amigo de fulano, eu acabei entrando no Orkut e no Facebook.

A princípio, o Facebook parecia interessante e eu fui levando sem muito entusiasmo. Até que apareceu o Google+. Este é, sem dúvidas, o melhor programa de redes sociais que conheço – você vê tudo às claras, modifica, você tem um bocado de controle sobre o G+. E estava indo bem até que os talibãs atacaram - geralmente talibãs evangélicos. Esta gente é de um fanatismo digno dos terroristas que atacaram o World Trade Center. Tem um grupo falando de cinema e lá vem um talibã querendo enfiar a religião dele no meio. Outro grupo está falando de praia e lá vêm os talibãs evangélicos metendo o bedelho e querendo a doutrinar as pessoas, fazer com que elas acreditem em suas feitiçarias e crendices exóticas.

Claro que a gente sabe que o Brasil é uma democracia que dá o direito a cada um de ter a sua religião. O enorme problema que enfrentamos no momento é que o comércio religioso passou a ser muito competitivo e lucrativo. Então eles infiltram corretores em tudo quanto é lugar para angariar mais adeptos, na verdade, REAIS. E os caras são violentos, querem impingir a todos estas ideias já por demais desgastadas mas ainda lucrativas – e como são lucrativas.

A minha preocupação é a de que estes talibãs evangélicos levem a coisa ao pé da letra e passem ao terrorismo – não duvido nem um pouco de que neste exato momento estejam acontecendo planejamentos para ataques terroristas – esta gente é capaz de tudo; uma vez, um feiticeiro da igreja universal quebrou a pontapés, em frente às câmeras, uma imagem católica. Não estou defendendo católicos – tudo farinha do mesmo saco mas, diga-se de passagem, os católicos também mandam corretores às casas das pessoas mas são menos agressivos e mais educados.

Há, neste momento, uma guerra na TV para ver quem vende mais TV por assinatura, cada seita tem uma plano mirabolante para enfiar nos crédulos. Gente, TV por assinatura é coisa de profissionais – aqui em Juiz de Fora eu só conheço duas redes de TV por assinatura confiáveis, SKY e NET, o resto é dos religiosos talibãs evangélicos (há ainda as iniciantes OI e Embratel que, afinal de contas, são gente do ramo, ou seja, empresas de telecomunicação que têm futuro em TV por assinatura.

Mas, o que me preocupa mesmo é destes talibãs evangélicos transformarem isto aqui numa Irlanda do Norte ou mesmo um Afeganistão. Quando perceberem que nas redes sociais e nas idas de casa em casa nada conseguem, é possível que apelem para o terrorismo.

Sempre tive muito medo de religião – 95% das guerras começaram por causa de religião.

terça-feira, 24 de julho de 2012

Deuses existem?

Claro que sim; só na Índia há 33.500. 000 deles.

Os Romanos tinham mais de 1.000.

Os Gauleses tinham em torno de 750 deuses.

Os Gregos, uns neuróticos, tinham mais de 1.500 deuses fora os semideuses.

Os Egípcios tinham algo como 3.500 deuses.

Os Americanos têm bilhões deles – em cada nota de dinheiro há uma frase, "In God we trust" o que faz de cada nota de dólar um deus, e um deus potente. Fora os deuses das outras religiões que não as do FED. É muito deus, deuses paca.

Os cristãos têm um a quem eles chamam de Deus, um que eles chamam de Cristo, têm a Santíssima Trindade, têm o Diabo e têm o dinheiro, seu deus maior.

Os católicos, além dos acima citados, têm um sem número de semideuses, os chamados "santos".

Os Brasileiros, especificamente, têm todos os deuses da Umbanda, do Candomblé, do Judaísmo, do Espiritismo, do bispo macedo, da bispa sonia fernandes e seu marido/comparsa, do catolicismo como Frei Galvão (este tem uma pinta meio estranha), o Padinho Padre Cícero do Juazeiro (o maior bandido que já existiu no país, que, inclusive, acoitava o deus dos cangaceiros, Lampião), Irmã Dulce; tem aquele pastor asqueroso da Bandeirantes, tem o Polishop e o Shoptime, além do Itaú e do Bradesco que fazem de tudo, ajudam todo mundo.

Juntando tudo, dá um bocado de deuses; e olha que eu não citei nem a metade.

Se cada Cezar era um deus, porque Lula e Puto Chaves, assim como Peido Morales , Fidel Castro e Evita Perón não podem ser deuses. Claro que podem; só lhes faltam a toga e a coroa de louros, ou será de dólares?

Por falar nisto, há que citar os deuses do petróleo, os árabes e os donos da Shell, Esso, BP, Yacimientos Petrolíferos, etc.

Enfim, tá sobrando deus. Só não acredita quem não quer. Uns ignorantes.

Paulo Roberto